Mostrando entradas con la etiqueta Zeca Afonso. Mostrar todas las entradas
Mostrando entradas con la etiqueta Zeca Afonso. Mostrar todas las entradas

17 ene 2020

A CIDADE. Poema de José Carlos Ary dos Santos en veu de José Afonso

A CIDADE
Poema de José Carlos Ary dos Santos

A cidade é um chão de palavras pisadas
A palavra criança, a palavra segredo.
A cidade é um céu de palavras paradas
A palavra distância e a palavra medo.

A cidade é um saco um pulmão que respira
Pela palavra água, pela palavra brisa.
A cidade é um poro, um corpo que transpira
Pela palavra sangue, pela palavra ira.

A cidade tem praças de palavras abertas
Como estátuas mandadas apear.
A cidade tem ruas de palavras desertas
Como jardins mandados arrancar.

A palavra sarcasmo é uma rosa rubra.
A palavra silêncio é uma rosa chá.
Não há céu de palavras que a cidade não cubra
Não há rua de sons que a palavra não corra
À procura da sombra duma luz que não há.

Mais poemas de José Carlos Ary dos Santos:
http://users.isr.ist.utl.pt/~cfb/VdS/ary.dos.santos.html

José Afonso canta este belo poema em seu álbum "Contos velhos rumos novos". Pode ser ouvido aqui, neste vídeo:



28 jul 2019

José Afonso, un cantautor desempoderado

En este programa número 32 de La Alegre Corchea Libertaria, de nuestra radio libre online Alegría Libertaria, queremos recordar a José Afonso, cantautor portugués nacido en Aveiro (Portugal) el 2 de agosto de 1929.

Es especialmente recordado como compositor del tema popular Grândola, Vila Morena, que sirvió de contraseña para el inicio de la Revolución de los Claveles el 25 de abril de 1974. Además de sus estudios de la música tradicional lusitana y africana, se ha destacado su implicación política como compositor de canción protesta contra la dictadura de Salazar. Han cantado sus canciones artistas como Dulce Pontes, Madredeus, Siniestro Total, Joan Baez, Amélia Muge, Sérgio Godinho o Patxi Andión. Pete Seeger, Daniel Viglietti, Mercedes Sosa, Paco Ibáñez y Luis Pastor reconocían en éI al maestro.

Después de la presentación, podrá escucharse el disco "Cantigas do maio" (1971), considerado en 1978 el Mejor Álbum de Siempre de la Música Popular Portuguesa, y "Venham mais Cinco" (1973):
1.Senhor arcanjo (José "Zeca" Afonso)
2.Cantigas do maio (Popular portuguesa - José "Zeca" Afonso)
3.Milho verde (Popular portuguesa)
4.Cantar alentejano o [Catarina Eufémia] (José "Zeca" Afonso)
5.Grândola, vila morena (José "Zeca" Afonso)
6.Maio, maduro Maio (José "Zeca" Afonso)
7.Mulher da erva (José "Zeca" Afonso)
8.Ronda das mafarricas (António Quadros - José "Zeca" Afonso)
9.Coro da primavera (José "Zeca" Afonso)

1.Rio largo de profundis (José "Zeca" Afonso)
2.Era um redondo vocábulo (José "Zeca" Afonso)
3.Nefretite não tinha papeira (José "Zeca" Afonso)
4.Adeus ó serra da Lapa (José "Zeca" Afonso)
5.Venham mais cinco (José "Zeca" Afonso)
6.A formiga no carreiro (José "Zeca" Afonso)
7.Que amor não me engana (José "Zeca" Afonso)
8.Paz poeta e pombas (José "Zeca" Afonso)
9.Se voaras mais ao perto (José "Zeca" Afonso)
10.Gastão era perfeito (José "Zeca" Afonso)


FUENTES

https://www.entrelineas.org/revista/jose-afonso-y-la-revolucion
https://elpais.com/diario/1987/02/24/cultura/541119606_850215.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cantigas_do_Maio

Sintonía: Birds of Fire - Mahavishnu Orchestra
Programa bajo licencia CC-by-sa-nc a excepción de la música. Uso educativo.

24 may 2015

Rio largo de profundis - Zeca

José Afonso - Zeca
A garrafa vazia de Manuel Maria
A garrafa vazia de Manuel Maria
De Manuel Maria
De Manuel Maria
A garrafa vazia de Manuel Maria
A garrafa vazia de Manuel Maria

Rio largo de profundis
Uma neta pra nascer
Amor avenidas novas
Praça de Londres a arder
Não quero martelo e rima
Aqui no Largo da Graça
Quero ficar onde estou
Para salvar a quem passa

João, Francisco, Maria,
Cada qual um nome tem
Quando vos dou os bons dias
Ninguém responde a ninguém
Venho duma outra vontade
Lá eu soubera dizer
Amor avenidas novas
Praça de Londres a arder


Letra e Música: José Afonso
Álbum: Venham Mais Cinco (1973)


25 abr 2015

Grândola, Vila Morena



Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

Zeca Afonso